Fragmentos pós-guerra da dupla GRE-NAL (parte 1)

É muito fácil escrever após os jogos, mas o que vou colocou no blog, é simplesmente o que cansei de falar para amigos nas diversas rodas sobre futebol. Vamos aos fatos: motivos, razões e situação da dupla GRE-NAL depois dos jogos decisivos das últimas semanas.

O Internacional perdeu a Copa do Brasil. E digo apenas a Copa do Brasil porque a Recopa o colorado não jogou. Apenas marcou presença no primeiro jogo, estava com a cabeça no Corinthians. Na partida de volta até pensou em buscar algum resultado, para recuperar um pouco do prestígio e a moral com a torcida, mas era tarde demais. E a LDU não iria perder em casa após vencer por 1×0 no Beira-Rio. O estádio do Internacional, que foi a diferença em jogos anteriores, não ajudou nas últimas decisões. Perdeu para LDU e empatou com o Corinthians em casa, com o total apoio da torcida.

O clube gaúcho perdeu os dois títulos que disputou em razão de sua arrogância. Há poucas semanas se ouvia no Beira-Rio que o clube tinha dois ou mais times, de tanta qualidade e plantel que dispunha. E assim o técnico foi poupando jogador e escalando time misto, e etc. Isso que era apenas dois jogos por semana, e nada de viagens longas e cansativas. Mesmo assim, disputava a Copa do Brasil com um time e o Brasileirão com outro. E foi “poupando” jogares que o colorado começou a perder os dois títulos.

Perdeu jogadores importantes como D’Alessandro, mesmo poupado, e quando precisou escalar um time equilibrado e, principalmente, entrosado, não foi mais possível. Foram tantas escalações, tantos times “principal” e “misto” que não existia mais uma “unidade”. A maior força de uma equipe que é o entrosamento, sumiu no Internacional. Mesmo que o Nilmar estivesse na África do Sul durante o primeiro jogo contra o Corinthians, na volta, comprovou-se que sozinho, ele não podia fazer milagre.

Mas o pior de tudo é essa frescura que o clube adotou de usar o uniforme reserva, a camisa branca, quando precisa vencer um jogo importante ou uma final. E tudo em razão da vitória contra o Barcelona no Mundial Interclubes. Pior do que perder é continuar com uma superstição que não deu certo outras vezes. O Internacional está renegando o que tem de mais sagrado para sua torcida: o uniforme vermelho.

Se esse tipo de superstição ganhasse jogo, a Seleção Brasileira usuária sempre a camisa azul de 1958 e seria sempre campeão mundial.

~ por gilbertodutra em terça-feira, julho 14, 2009.

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